Pensar Lisboa

De que forma deve evoluir a cidade?

2018-11-29

1º Pensar Lisboa

O PENSAR LISBOA é um fórum através de debate de temas relevantes para a cidade de Lisboa, preservando a qualidade, o bem-estar da cidade e de quem usufrui dela.

Este formato, promove uma abordagem transversal, aberta, dinâmica e construtiva relativamente aos temas propostos para cada evento. A participação de cada mentor/convidado permitirá a partilha de conteúdos, novas reflexões e de soluções técnicas inovadoras para o desenvolvimento da cidade de Lisboa.

Pretende-se que sejam convidados técnicos especialistas, jornalistas, universidades, politécnicos e outras Instituições sem fins lucrativos (publicas e/ou privadas) para que seja possível gerar ideias e propostas que possam inspirar a sociedade civil e as políticas públicas.

 

Em que eixos de crescimento/requalificação deve a cidade evoluir de forma a desanuviar as zonas que estão turística e urbanisticamente pressionadas? The one-million-dollar question…

Nos últimos anos, o mundo descobriu Portugal e Portugal descobriu-se a si próprio.

E mais, verificámos que o recente aumento do Turismo implicou: o reconhecimento internacional de um país único na sua diversidade geográfica e matriz cultural, a descoberta de oportunidades de investimento multissectorial com retorno relevante, a razão de uma fortíssima aposta na reabilitação urbana, o ressurgimento do sector da construção e do imobiliário e, não menos relevante, a descoberta da capacidade das marcas nacionais, sejam industrias, de serviços ou até ligadas ao desporto, como fatores impulsionadores e potenciadores desta nova dinâmica.

É comum dizer-se que Portugal atravessa a sua melhor fase no desenvolvimento da oferta Turística e na dinamização do imobiliário. Os números vertidos em estatísticas são disso prova clara.

Aos dias de hoje, Portugal já não é apenas um destino de sol e de praia. É um destino de descoberta de cidades históricas com uma identidade marcada nas vivências que cada uma coloca à vista de quem as visita, um destino de gastronomia e de produtos associados que competem ao nível dos melhores, seja no vinho, no azeite ou nas frutas, um destino de múltiplos investimentos ... um destino de vida.

Se observarmos Lisboa sentimos que é capaz de resumir todas essas características, que cada vez mais atraem a atenção de turistas de qualquer parte do mundo. Já em abril de 2015, o El País escrevia que “Lisboa é outra coisa”, “deslumbrante e multicultural”, com “cada vez mais admiradores”. E a verdade é que o sol faz brilhar a calçada e as fachadas de azulejos, o icónico elétrico 28 leva-nos a visitar as colinas de Lisboa e a conhecer algumas das principais atrações da cidade, há as casas de fado, os pasteis de nata, a arquitetura, as histórias de poetas… e tantas outras coisas.

Lisboa anda na boca do mundo, assim como cidades como Barcelona, Veneza e Paris. Dessas cidades fala-se também de “overtourism”.

Mas, pode realmente falar-se em excesso de turismo ou essa é uma moda que destinos como Barcelona, ​​Veneza, Amsterdão, Dubrovnik e outras nos lembram? O que aconteceu nessas e outras cidades? O que se fez? Há consequências? Há forma de o controlar? Como devemos atuar?

Sabemos da importância do turismo e a sua contribuição para o crescimento económico do país, mas há questões que não se calam e sobre as quais é fundamental refletir. O turismo descontrolado é bom para a economia, mas, à semelhança do que podemos ver em outras cidades, pode ser um problema. Pois, o crescimento rápido significa infraestruturas sobrecarregadas e superlotação nas grandes cidades e nas principais atrações.

Mais do que nos satisfazermos com esta conjuntura, sejamos nós agentes ativos dos mercados em causa, ou simples beneficiários, a verdade é que enquanto cidadãos portugueses devemos contribuir para que a dinâmica presente se torne sustentável no futuro,  assente em bases estruturais, aptas a criar uma industria que nos diferencie positivamente e que aporte valor efetivo para o país.

Assim, é nossa firme convicção de que para atingir tal objetivo teremos que contar com o melhor pensamento, a melhor análise e a melhor visão estratégica,  capazes de criar as condições para que Portugal se posicione em termos estruturais como um player mundial competitivo na industria do turismo e que  a isso agregue todos os outros sectores decorrentes, numa visão estratégica multisectorial e integrada.

Assim, a Essentia como agente do sector permitiu-se a ousadia de vos solicitar ajuda na reflexão sobre este momento e a encontrar formas de melhor o prolongar e sustentar no tempo, a bem de Portugal e dos portugueses. O vosso contributo será certamente decisivo para o sucesso desta iniciativa | PENSAR LISBOA | que pretendemos se manifeste na robustez de uma indústria em que Portugal apresenta condições únicas e distintivas, desde logo a começar pela extraordinária beleza da sua Capital.

O país não pode dispensar aqueles que têm o melhor conhecimento e perceção sobre como nos podemos tornar economicamente mais fortes e socialmente mais desenvolvidos.

Voltemos à questão:

Em que eixos de crescimento/requalificação deve a cidade evoluir de forma a desanuviar as zonas que estão turística e urbanisticamente pressionadas?

Responder a esta pergunta é o desafio que queremos encarar em conjunto.

Os resultados desta reflexão serão objeto de exposição temática na conferencia que estamos a organizar.

Galeria

Atenção, o seu browser está desactualizado.
Para ter uma boa experiência de navegação recomendamos que utilize uma versão actualizada do Chrome, Firefox, Safari, Opera ou Internet Explorer.